RUAS FECHADAS
15-07-1993
https://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?id=6615589
Houve um tempo em que as ruas e praças eram ditas públicas. Havia bancos nos jardins e as pessoas iam passear com os filhos, ou namorar nos “logradouros públicos”.
Bons tempos aqueles!
No Rio de Janeiro, aos poucos foram cercando todos os parques e jardins, fechando-os à noite. Enormes e altas grades impedem o acesso à Praça da República e ao Passeio Público e, mais recentemente, até à Praça Paris!
O motivo sabido e justificado: evitar vagabundos, pivetes, ladrões, mendigos, prostitutas e travestis.
Encontro as ruas do setor histórico do Recife “emparedadas”!!! A pretexto de transformá-las em shoppings, colocaram cercas e guaritas à entrada das ruas! Como currais!
Uma verdadeira “casbah”, com mascates e vendedores ambulantes, as ruas são verdadeiros rios humanos em locomoção. Com o perigo constante dos batedores de carteiras e dos “arrastões” de pivetes saqueando lojas.
As cercas inibem os saques e os assaltos, e os vendedores ambulantes, mas dão uma sensação lamentável de guetos, de aparthaids...
Quem conheceu a rua da Imperatriz com lojas elegantes e um público sofisticado e, hoje, contempla o povaréu pobre, mendigos dormindo nas calçadas, esmoleres e miseráveis, desempregados, deve duvidar das vantagens do “ progresso”...
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